Pesquisas Científicas - PhytoPower Caps:

Validação Científica - Eficácia da Spirulina sobre a Obesidade, Saciedade Alimentar e Redução de Colesterol +

Propriedades de Spirulina sobre Obesidade, Saciedade Alimentar e Redução de Colesterol e Gordura Propriedades de saúde de Spirulina spp.

(OBS: Documento completo em: https://phytopowercaps.com.br/spirulina.pdf )

Ambrosi, M.A.1; Reinehr, C.O.1; Bertolin, T.E.1; Costa, J.A.V.2; Colla, L.M.1*

1 - Laboratório de Fermentações, Curso de Farmácia, Universidade de Passo Fundo, UPF, Passo Fundo, RS, Brasil.

2 - Laboratório de Engenharia Bioquímica, Curso de Engenharia de Alimentos,

Universidade Federal do Rio Grande, FURG, Rio Grande, RS, Brasil.

*Autor correspondente: Luciane Maria Colla - Curso de Farmácia -

Laboratório de Fermentações - Universidade de Passo Fundo, UPF -

Campus I, km 171 – Bairro São José - Caixa Postal 611, CEP: 99001-970 -

Passo Fundo - RS, Brasil - Telefone: (54) 3316-8490 - e-mail: lmcolla@upf.br

RESUMO

Espécies de Spirulina têm sido utilizadas mundialmente na alimentação humana e animal, assim como na obtenção de aditivos utilizados em formas farmacêuticas e alimentos.

Esta bactéria é uma fonte rica em proteínas, vitaminas, aminoácidos essenciais, minerais, ácidos graxos poli-insaturados e outros nutrientes, sendo seu principal uso como suplemento alimentar.

As propriedades nutricionais de Spirulina spp. têm sido relacionadas com possíveis atividades terapêuticas, caracterizando o microrganismo no âmbito dos alimentos funcionais e nutracêuticos.

A ação de Spirulina spp. é comprovada a nível experimental ‘in vivo’ e ‘in vitro’, verificando-se sua efetividade na inibição da replicação de alguns vírus, na ação citostática e citotóxica no tratamento de câncer, na diminuição dos lipídios e da glicose no sangue e da pressão sangüínea, na redução de peso em obesos, no aumento da população de microrganismos da flora intestinal, na melhoria da resposta imunológica, na proteção renal contra metais pesados e fármacos, além de apresentar atividade rádio - protetora e de ser eficiente na desnutrição, aumentando a absorção de minerais.

Dados da literatura permitem concluir que biomassa de Spirulina spp., além de ser um excelente suplemento alimentar, é uma fonte potencial no tratamento de diversas enfermidades, constituindo uma alternativa eficiente para o desenvolvimento de produtos nutracêuticos.

Palavras-chave: Spirulina spp.; nutracêutico; câncer; obesidadehiperlipidemia; diabetes; desnutrição.

INTRODUÇÃO

O gênero bacteriano Spirulina é uma Cyanobacterium (Castenholz et al., 2001). Anteriormente Cyanobacterium era classificada como Cyanophyta ou grupo das algas  verde-azuladas (Tortora, 2007).

O gênero Spirulina apresenta diversas espécies, dentre elas S. platensis, S. máxima,  S. fusiformis (Vonshak, 1997) e S. major (Karam & Soccol, 2007). As espécies S. platensis e S. maxima são as mais estudadas para uso na alimentação humana (Richmond, 1990; Vonshak, 1997) por apresentarem perfil nutricional que as torna ideal como suplemento alimentar, pois substituem satisfatoriamente as fontes artificiais de nutrientes, por combinar diversos constituintes de maneira equilibrada.

Entre estes constituintes se incluem proteínas, vitaminas do complexo B, minerais, proteínas de alta qualidade, antioxidantes β-caroteno e vitamina E. A presença de ácidos graxos poli-insaturados, especialmente o ácido gama linolênico é variável para as duas espécies ( S. platensis e S. máxima), sendo esta uma das formas de caracterização e identificação das espécies, como relatado por Colla et al. (2004).

A presença ou não destes compostos, além da presença dos antioxidantes e vitaminas, permite que a microalga seja utilizada também para fins terapêuticos.

A habilidade da Spirulina spp. em combater vírus, câncer, desnutrição, diabetes, hipercolesterolemia (elevação patológica da taxa de colesterol no sangue - células e plasma - , um dos fatores da obesidade) e outros, além de proporcionar melhorias na saúde como um todo, destaca sua utilização como nutracêutico e desperta o interesse no seu emprego como uma fonte farmacêutica em potencial.

Entretanto, as pesquisas realizadas com Spirulina spp. encontram-se dispersas e as informações disponíveis, muitas vezes não são confiáveis. Sendo assim, objetivou-se realizar uma revisão de literatura, incluindo dados de nosso grupo de pesquisa, a fim de reunir os dados existentes sobre os efeitos terapêuticos desse microrganismo, caracterizando sua utilização como um nutracêutico.

PROPRIEDADES NUTRACÊUTICAS DA SPIRULINA

Os alimentos funcionais e os nutracêuticos comumente têm sido considerados sinônimos, no entanto, os alimentos funcionais devem estar na forma de alimento comum, serem consumidos como parte da dieta e produzir benefícios específicos à saúde, tais como a redução do risco de diversas doenças e a manutenção do bem-estar físico e mental (Moraes & Colla, 2006).

A propriedade nutracêutica é a qualidade de um alimento ou de um ingrediente extraído de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, compreendendo a prevenção e/ou o tratamento de doenças.

Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e dietas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas (Kwak & Jukes, 2001; Andlauer & Fürst, 2002; Hungenholtz & Smid, 2002; Roberfroid, 2002).

Os ingredientes funcionais ou nutracêuticos podem ser classificados em grupos tais como: probióticos e prebióticos, alimentos sulfurados e nitrogenados, pigmentos e vitaminas, compostos fenólicos, ácidos graxos poliinsaturados e fibras (Moraes & Colla, 2006).

Certas características da Spirulina sugerem aplicações clínicas, sendo que muitos testes revelaram os efeitos terapêuticos desse microrganismo em pacientes acometidos de diversas doenças (Richmond, 1990).

Efeitos na Hiperlipidemia

A hiperlipidemia se caracteriza por uma série de distúrbios ocasionados pelo excesso de substâncias como colesterol, triacilgliceróis e lipoproteínas (Gordura) no plasma sangüíneo, sendo um importante fator de risco no desenvolvimento de aterosclerose e de doenças cardíacas e demais complicações advindas do excesso de gordura/colesterol circulante.

As lipoproteínas presentes no sangue são: VLDL (lipoproteínas de densidade muito baixa), LDL (lipoproteínas de baixa densidade) e IDL (lipoproteínas de densidade intermediária).

Os quilomícrons também são classificados como lipoproteínas e são compostos por triacilgliceróis, colesterol e proteína. Há também lipoproteínas de alta densidade (HDL) que estão inversamente relacionadas aos riscos de doenças cardíacas e, portanto, são conhecidas como fatores “anti-risco”. A hiperlipidemia pode ser resultado de um distúrbio genético, de outras condições clínicas ou de influências ambientais (incuindo hábitos alimentares), ou uma conseqüência de uma combinação destes fatores (Brunton et al., 2006).

O primeiro relato de redução de colesterol sérico pela ingestão de S. platensis (spirulina) foi feito em ratos por Devi & Venkataraman (1983). Desde então, diversos pesquisadores confirmaram esta descoberta em experimentos com seres humanos e animais.

Em estudo feito por Kato et al. (1984) em ratos, os níveis de colesterol total e fosfolipídios séricos foram aumentados através de uma dieta contendo 1% de colesterol. Estes níveis elevados foram claramente reduzidos com a introdução de 16% de S. platensis (spirulina) à dieta anterior.

Os resultados indicaram que esta microalga (spirulina) pode prevenir a hipercolesterolemia (altas taxas de gordura e colesterol) e a aterosclerose (Kato et al., 1984; Belay et al., 1993).

O único estudo em humanos foi realizado por Nayaka et al. (1988), que utilizaram 30 homens com hiperlipidemia e hipertensão suaves, divididos em dois grupos experimentais, A e B. Aos indivíduos do grupo A, administrou-se 4,2 g/dia de Spirulina e aos indivíduos do grupo B, a mesma quantidade nas primeiras quatro semanas, observando-se estes indivíduos nas quatro semanas seguintes à última administração. Nenhum dos indivíduos mudou sua dieta, a não ser pela adição de Spirulina. Os resultados mostraram redução da LDL nos indivíduos do grupo A, após oito semanas. Além disso, o índice aterogênico (importante marcador prognóstico de doença cardiovascular) diminuiu nestes indivíduos, passadas quatro semanas.

A LDL também reduziu após quatro semanas nos indivíduos do grupo B, tendo aumentado no momento em que a administração de Spirulina foi cessada (Iwata et al., 1990; Belay et al., 1993). Resultados semelhantes foram encontrados por Parikh et al. (2001), administrando-se 2 g/dia de Spirulina, durante dois meses.

Em pesquisa realizada por nosso grupo (Colla et al., 2008), quando se induziu coelhos a hipercolesterolemia através de dieta rica em colesterol e avaliaram-se os efeitos da suplementação com S. platensis medindo os níveis de colesterol sérico total, de triacilgliceróis e de HDL ao início do tratamento e após 30 e 60 dias, concluiu-se que os níveis de colesterol sérico foram reduzidos e os níveis de HDL foram aumentados com a suplementação. Os níveis de triacilgliceróis não apresentaram redução significativa.

Sendo assim, os componentes antioxidantes existentes na Spirulina spp. exercem uma importante função na manutenção da hiperlipidemia, sendo que impedem o desenvolvimento e o agravamento de complicações decorrentes desta.

Efeitos na Obesidade

Segundo Nunes et al. (1998), a definição clássica de obesidade é o acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo, sendo uma doença de suscetibilidade genética, com forte influência ambiental (hábitos, inclusive os alimentares), na qual diversos mecanismos metabólicos se encontram alterados, favorecendo um balanço energético positivo e o ganho de peso.

Em estudo realizado por Becker et al. (1986) constatou-se que uma dieta suplementada com 2,8 g de Spirulina, três vezes ao dia durante quatro semanas, resultou em redução do peso corporal de pacientes ambulatoriais obesos.

Tal efeito está relacionado com o aumento da atividade da lipase lipoprotéica (LPL), já que esta hidrolisa os triacilgliceróis retirando os ácidos graxos dos quilomícrons, e também atua sobre o VLDL (Nelson, 2002).

A LPL é a principal enzima no processo de hidrólise dos triacilgliceróis circulantes e atua na modulação das reservas de gordura (Dâmaso & Nascimento, 1998).

Outro mecanismo associado à redução de peso proporcionada pela Spirulina é o efeito da proteína na saciedade.

Segundo alguns autores, a elevação do nível de aminoácidos plasmáticos, observada após a ingestão de proteínas ( spirulina, no contexto deste estudo), estimula a liberação de hormônios anorexígenos e insulina, os quais irão atuar sobre o centro da saciedade, resultando na redução do apetite (Lang et al., 1998; Paiva et al., 2007).

CONCLUSÃO

A Spirulina e os seus componentes possuem uma diversidade de atividades nutricionais e terapêuticas que fazem dela, além de um excelente suplemento alimentar, uma fonte potencial para emprego na prevenção e no tratamento de várias enfermidades, como a obesidade.

 

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Propriedades de Spirulina sobre Diabetes Mellitus

(OBS: Documento completo em: https://phytopowercaps.com.br/spirulina.pdf )

Ambrosi, M.A.1; Reinehr, C.O.1; Bertolin, T.E.1; Costa, J.A.V.2; Colla, L.M.1*

1 - Laboratório de Fermentações, Curso de Farmácia, Universidade de Passo Fundo, UPF, Passo Fundo, RS, Brasil.

2 - Laboratório de Engenharia Bioquímica, Curso de Engenharia de Alimentos,

Universidade Federal do Rio Grande, FURG, Rio Grande, RS, Brasil.

*Autor correspondente: Luciane Maria Colla - Curso de Farmácia -

Laboratório de Fermentações - Universidade de Passo Fundo, UPF -

Campus I, km 171 – Bairro São José - Caixa Postal 611, CEP: 99001-970 -

Passo Fundo - RS, Brasil - Telefone: (54) 3316-8490 - e-mail: lmcolla@upf.br

RESUMO

Espécies de Spirulina têm sido utilizadas mundialmente na alimentação humana e animal, assim como na obtenção de aditivos utilizados em formas farmacêuticas e alimentos.

Esta bactéria é uma fonte rica em proteínas, vitaminas, aminoácidos essenciais, minerais, ácidos graxos poli-insaturados e outros nutrientes, sendo seu principal uso como suplemento alimentar.

As propriedades nutricionais de Spirulina spp. têm sido relacionadas com possíveis atividades terapêuticas, caracterizando o microrganismo no âmbito dos alimentos funcionais e nutracêuticos.

A ação de Spirulina spp. é comprovada a nível experimental ‘in vivo’ e ‘in vitro’, verificando-se sua efetividade na inibição da replicação de alguns vírus, na ação citostática e citotóxica no tratamento de câncer, na diminuição dos lipídios e da glicose no sangue e da pressão sanguínea, na redução de peso em obesos, no aumento da população de microrganismos da flora intestinal, na melhoria da resposta imunológica, na proteção renal contra metais pesados e fármacos, além de apresentar atividade rádio - protetora e de ser eficiente na desnutrição, aumentando a absorção de minerais.

Dados da literatura permitem concluir que biomassa de Spirulina spp., além de ser um excelente suplemento alimentar, é uma fonte potencial no tratamento de diversas enfermidades, constituindo uma alternativa eficiente para o desenvolvimento de produtos nutracêuticos.

Palavras-chave: Spirulina spp.; nutracêutico; câncer; hiperlipidemia; diabetes; desnutrição.

INTRODUÇÃO

O gênero bacteriano Spirulina é uma Cyanobacterium (Castenholz et al., 2001). Anteriormente Cyanobacterium era classificada como Cyanophyta ou grupo das algas  verde-azuladas (Tortora, 2007).

O gênero Spirulina apresenta diversas espécies, dentre elas S. platensis, S. máxima, S. fusiformis (Vonshak, 1997) e S. major (Karam & Soccol, 2007). As espécies S. platensis e S. maxima são as mais estudadas para uso na alimentação humana (Richmond, 1990; Vonshak, 1997) por apresentarem perfil nutricional que as torna ideal como suplemento alimentar, pois substituem satisfatoriamente as fontes artificiais de nutrientes, por combinar diversos constituintes de maneira equilibrada.

Entre estes constituintes se incluem proteínas, vitaminas do complexo B, minerais, proteínas de alta qualidade, antioxidantes β-caroteno e vitamina E. A presença de ácidos graxos poli-insaturados, especialmente o ácido gama linolênico é variável para as duas espécies ( S. platensis e S. máxima), sendo esta uma das formas de caracterização e identificação das espécies, como relatado por Colla et al. (2004).

A presença ou não destes compostos, além da presença dos antioxidantes e vitaminas, permite que a microalga seja utilizada também para fins terapêuticos.

A habilidade da Spirulina em combater o diabetes, vírus, câncer, desnutrição, hipercolesterolemia e outros, além de proporcionar melhorias na saúde como um todo, destaca sua utilização como nutracêutico e desperta o interesse no seu emprego como uma fonte farmacêutica em potencial.

Entretanto, as pesquisas realizadas com Spirulina spp. encontram-se dispersas e as informações disponíveis, muitas vezes não são confiáveis. Sendo assim, objetivou-se realizar uma revisão de literatura, incluindo dados de nosso grupo de pesquisa, a fim de reunir os dados existentes sobre os efeitos terapêuticos desse microrganismo, caracterizando sua utilização como um nutracêutico.

PROPRIEDADES NUTRACÊUTICAS DA SPIRULINA

Os alimentos funcionais e os nutracêuticos comumente têm sido considerados sinônimos, no entanto, os alimentos funcionais devem estar na forma de alimento comum, serem consumidos como parte da dieta e produzir benefícios específicos à saúde, tais como a redução do risco de diversas doenças e a manutenção do bem-estar físico e mental (Moraes & Colla, 2006).

A propriedade nutracêutica é a qualidade de um alimento ou de um ingrediente extraído de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, compreendendo a prevenção e/ou o tratamento de doenças.

Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e dietas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas (Kwak & Jukes, 2001; Andlauer & Fürst, 2002; Hungenholtz & Smid, 2002; Roberfroid, 2002).

Os ingredientes funcionais ou nutracêuticos podem ser classificados em grupos tais como: probióticos e prebióticos, alimentos sulfurados e nitrogenados, pigmentos e vitaminas, compostos fenólicos, ácidos graxos poliinsaturados e fibras (Moraes & Colla, 2006).

Certas características da Spirulina sugerem aplicações clínicas, sendo que muitos testes revelaram os efeitos terapêuticos desse microrganismo em pacientes acometidos de diversas doenças, como o Diabetes Mellitus (Richmond, 1990).

Efeitos no Diabetes Mellitus

O diabetes mellitus é um distúrbio crônico, caracterizado pelo comprometimento do metabolismo da glicose e de outras substâncias produtoras de energia, bem como pelo desenvolvimento tardio de complicações vasculares e neuropáticas.

Independentemente de sua etiologia, a doença está associada a um defeito hormonal comum, isto é, a deficiência de insulina, que pode ser total, parcial ou relativa, o que levará à hiperglicemia.

A ausência dos efeitos da insulina desempenha um papel primário nos transtornos metabólicos associados ao diabetes, e, por sua vez, a hiperglicemia desempenha um importante papel nas complicações relacionadas com a doença (Cecil et al., 2005b).

Segundo a Associação Americana de Diabetes e a Organização Mundial da Saúde, o diabetes mellitus pode ser conceituado como o aumento da concentração normal de glicose no sangue e pode ser classificado em: diabetes mellitus tipo I, diabetes mellitus tipo II, outros tipos especí- ficos de diabetes associados a condições clínicas ou síndromes identificáveis e diabetes mellitus gestacional (Cecil et al., 2005b; Dâmaso., 2003).

Hosoyamada et al. (1991), estudaram uma fração hidrossolúvel de Spirulina, a qual foi efetiva em diminuir os níveis de glicose sérica em jejum, enquanto que a fração lipossolúvel diminuiu os estoques de glicose. Resultados similares foram encontrados por De Caire et al. (1995).

Sabe-se que a ficocianina é facilmente extraída da Spirulina em sistema aquoso, sendo assim, a fração hidrossolúvel é rica neste componente. Por outro lado, a fração lipossolúvel é rica em ácidos graxos poli-insaturados, já que estes são facilmente extraídos em sistemas graxos.

Dessa forma, a diminuição dos níveis de glicose sérica e a redução dos estoques de glicose podem ser atribuídas a ficocianina e aos ácidos graxos poliinsaturados, respectivamente. Em estudo clínico realizado em humanos envolvendo 15 diabéticos, um decréscimo da glicose sérica dos pacientes em jejum foi observado após 21 dias de suplementação de 2 g/dia de Spirulina (Mani et al., 1998).

Em ensaio clínico randomizado, 25 indivíduos com diabetes mellitus tipo II foram distribuídos aleatoriamente para receber Spirulina ou para formar o grupo controle. Dois meses de suplementação com Spirulina, na dosagem de 2 g/dia, resultou em uma sensível redução da glicemia de jejum e da glicemia pós-prandial. Uma redução significativa do nível de hemoglobina glicosilada também foi observado, indicando melhoria de longo prazo na regulação da glicemia (Parikh et al., 2001).

CONCLUSÃO

A Spirulina e os seus componentes possuem uma diversidade de atividades nutricionais e terapêuticas que fazem dela, além de um excelente suplemento alimentar, uma fonte potencial para emprego na prevenção e no tratamento de várias enfermidades, como o Diabetes Mellitus.

REFERÊNCIAS

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Validação Científica - Eficácia da Spirulina sobre a Hipertensão Arterial +

Propriedades de Spirulina sobre a Hipertensão Arterial

(OBS: Documento completo em: https://phytopowercaps.com.br/spirulina.pdf )

Ambrosi, M.A.1; Reinehr, C.O.1; Bertolin, T.E.1; Costa, J.A.V.2; Colla, L.M.1*

1 - Laboratório de Fermentações, Curso de Farmácia, Universidade de Passo Fundo, UPF, Passo Fundo, RS, Brasil.

2 - Laboratório de Engenharia Bioquímica, Curso de Engenharia de Alimentos,

Universidade Federal do Rio Grande, FURG, Rio Grande, RS, Brasil.

*Autor correspondente: Luciane Maria Colla - Curso de Farmácia -

Laboratório de Fermentações - Universidade de Passo Fundo, UPF -

Campus I, km 171 – Bairro São José - Caixa Postal 611, CEP: 99001-970 -

Passo Fundo - RS, Brasil - Telefone: (54) 3316-8490 - e-mail: lmcolla@upf.br

RESUMO

Espécies de Spirulina têm sido utilizadas mundialmente na alimentação humana e animal, assim como na obtenção de aditivos utilizados em formas farmacêuticas e alimentos.

Esta bactéria é uma fonte rica em proteínas, vitaminas, aminoácidos essenciais, minerais, ácidos graxos poli-insaturados e outros nutrientes, sendo seu principal uso como suplemento alimentar.

As propriedades nutricionais de Spirulina spp. têm sido relacionadas com possíveis atividades terapêuticas, caracterizando o microrganismo no âmbito dos alimentos funcionais e nutracêuticos.

A ação de Spirulina spp. é comprovada a nível experimental ‘in vivo’ e ‘in vitro’, verificando-se sua efetividade na inibição da replicação de alguns vírus, na ação citostática e citotóxica no tratamento de câncer, na diminuição dos lipídios e da glicose no sangue e da pressão sanguínea, na redução de peso em obesos, no aumento da população de microrganismos da flora intestinal, na melhoria da resposta imunológica, na proteção renal contra metais pesados e fármacos, além de apresentar atividade rádio - protetora e de ser eficiente na desnutrição, aumentando a absorção de minerais.

Dados da literatura permitem concluir que biomassa de Spirulina spp., além de ser um excelente suplemento alimentar, é uma fonte potencial no tratamento de diversas enfermidades, constituindo uma alternativa eficiente para o desenvolvimento de produtos nutracêuticos.

Palavras-chave: Spirulina spp.; nutracêutico; câncer; hiperlipidemia; diabetes; desnutrição, hipertensão arterial

INTRODUÇÃO

O gênero bacteriano Spirulina é uma Cyanobacterium (Castenholz et al., 2001). Anteriormente Cyanobacterium era classificada como Cyanophyta ou grupo das algas  verde-azuladas (Tortora, 2007).

O gênero Spirulina apresenta diversas espécies, dentre elas S. platensis, S. máxima,  S. fusiformis (Vonshak, 1997) e S. major (Karam & Soccol, 2007). As espécies S. platensis e S. maxima são as mais estudadas para uso na alimentação humana (Richmond, 1990; Vonshak, 1997) por apresentarem perfil nutricional que as torna ideal como suplemento alimentar, pois substituem satisfatoriamente as fontes artificiais de nutrientes, por combinar diversos constituintes de maneira equilibrada.

Entre estes constituintes se incluem proteínas, vitaminas do complexo B, minerais, proteínas de alta qualidade, antioxidantes β-caroteno e vitamina E. A presença de ácidos graxos poli-insaturados, especialmente o ácido gama linolênico é variável para as duas espécies ( S. platensis e S. máxima), sendo esta uma das formas de caracterização e identificação das espécies, como relatado por Colla et al. (2004).

A presença ou não destes compostos, além da presença dos antioxidantes e vitaminas, permite que a microalga seja utilizada também para fins terapêuticos.

A habilidade da Spirulina spp. em combater diabetes, vírus, câncer, desnutrição, hipercolesterolemia, hipertensão arterial e outros, além de proporcionar melhorias na saúde como um todo, destaca sua utilização como nutracêutico e desperta o interesse no seu emprego como uma fonte farmacêutica em potencial.

Entretanto, as pesquisas realizadas com Spirulina spp. encontram-se dispersas e as informações disponíveis, muitas vezes não são confiáveis. Sendo assim, objetivou-se realizar uma revisão de literatura, incluindo dados de nosso grupo de pesquisa, a fim de reunir os dados existentes sobre os efeitos terapêuticos desse microrganismo, caracterizando sua utilização como um nutracêutico.

PROPRIEDADES NUTRACÊUTICAS DA SPIRULINA

Os alimentos funcionais e os nutracêuticos comumente têm sido considerados sinônimos, no entanto, os alimentos funcionais devem estar na forma de alimento comum, serem consumidos como parte da dieta e produzir benefícios específicos à saúde, tais como a redução do risco de diversas doenças e a manutenção do bem-estar físico e mental (Moraes & Colla, 2006).

A propriedade nutracêutica é a qualidade de um alimento ou de um ingrediente extraído de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, compreendendo a prevenção e/ou o tratamento de doenças.

Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e dietas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas (Kwak & Jukes, 2001; Andlauer & Fürst, 2002; Hungenholtz & Smid, 2002; Roberfroid, 2002).

Os ingredientes funcionais ou nutracêuticos podem ser classificados em grupos tais como: probióticos e prebióticos, alimentos sulfurados e nitrogenados, pigmentos e vitaminas, compostos fenólicos, ácidos graxos poliinsaturados e fibras (Moraes & Colla, 2006).

Certas características da Spirulina sugerem aplicações clínicas, sendo que muitos testes revelaram os efeitos terapêuticos desse microrganismo em pacientes acometidos de diversas doenças, como a Hipertensão Arterial (Richmond, 1990).

EFEITOS NA HIPERTENSÃO ARTERIAL

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônico-degenerativa de caráter multifatorial, entre os quais estão fatores genéticos, neuro-humorais, dietéticos, vasculares, renais e cardiogênicos (Nunes et al., 1998).

A hipertensão é definida como uma pressão arterial de 140/90 mmHg ou maior, pois este é o valor acima do qual os benefícios do tratamento parecem superar os riscos (Cecil et al., 2005a).

Iwata et al. (1990) constataram que indivíduos tratados com S. platensis tiveram sua pressão arterial sanguínea diminuída.

(Estudo Suplementar)

M. A. AMBROSI;  C. O. REINEHR;  T. E. BERTOLIN;  J. A.V. COSTA; L. M. COLLA

 

Espécies de Spirulina têm sido utilizadas mundialmente na alimentação humana e animal, assim como na obtenção de aditivos utilizados em formas farmacêuticas e alimentos.

Esta bactéria é uma fonte rica em proteínas, vitaminas, aminoácidos essenciais, minerais, ácidos graxos poliinsaturados e outros nutrientes, sendo seu principal uso como suplemento alimentar.

As propriedades nutricionais de Spirulina spp. têm sido relacionadas com possíveis atividades terapêuticas, caracterizando o microrganismo no âmbito dos alimentos funcionais e nutracêuticos.

A ação de Spirulina spp. é comprovada a nível experimental ‘in vivo’ e ‘in vitro’, verificando-se sua efetividade na inibição da replicação de alguns vírus, na ação citostática e citotóxica no tratamento de câncer, na diminuição dos lipídios e da glicose no sangue e da pressão arterial sanguínea, na redução de peso em obesos, no aumento da população de microrganismos da flora intestinal, na melhoria da resposta imunológica, na proteção renal contra metais pesados e fármacos, além de apresentar atividade rádio - protetora e de ser eficiente na desnutrição, aumentando a absorção de minerais.

Dados da literatura permitem concluir que biomassa de Spirulina spp., além de ser um excelente suplemento alimentar, é uma fonte potencial no tratamento de diversas enfermidades, constituindo uma alternativa eficiente para o desenvolvimento de produtos nutracêuticos.

EXTRA: (source:  http://www.macoc.fr/resources/The+Journal+of+the+American+Nutraceutical+Association+vol+5+spring+2002+Spiruline.pdf  ,  Page 44 JANA Vol. 5, No. 2 )

In a double-blind-crossover study versus placebo, Becker et al. have found Spirulina has also been found to suppress high blood pressure in individuals and animals.

A vasodilating property of rat aortic rings by Spirulina possibly dependent upon a cyclooxygenase-dependent product of arachidonic acid and
nitric oxide has been reported by Paredes-Carbajal et al.

Cheng-Wu Z et al.92 did a preliminary study on the effect of polysaccharides and phycocyanin on peripheral blood and hematopoietic system of bone marrow in mice. Their studies showed that C-phycocyanin and polysaccharides from Spirulina had a high erythropoetin (EPO) activity.

CONCLUSÃO

A Spirulina e os seus componentes possuem uma diversidade de atividades nutricionais e terapêuticas que fazem dela, além de um excelente suplemento alimentar, uma fonte potencial para emprego na prevenção e no tratamento de várias enfermidades, como a Hipertensão Arterial.

REFERÊNCIAS

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